segunda-feira, 10 de julho de 2017

Do essencial de cada um e da manutenção do nosso essencial no fundamental de cada amizade



Sabe desses encontros inesperados que nos coloca para pensar? Pois bem, outro dia foi assim, ao esbarrar com um querido na cafeteria. Convidada a sentar, começamos a falar sobre planos e possibilidades futuras. Pergunta vai, resposta vem, chegamos ao mote amoroso. 







Daí comecei a explicar o porquê da importância de um companheiro alguma hora, apesar das preocupações profissionais que prevalecem no momento, das prioridades, apesar dos pesares e das cobranças pessoais e familiares. Naturalmente, existem tantos tantos dos quais nos ocupamos para nos mantermos. Da luz, do gás, bandeira verde, amarela ou vermelha, amor? Ativar as termelétricas, isso cabe no poema? 



Cabe no bolso o sofrimento de uma senhora idosa, cuja desigualdade reflete em seu cotidiano, em sua pele, na sua conta de energia e no gás cortado no final do mês por falta de pagamento? A idosa, catadora de material reciclado, arrimo de sua família, tábua de salvação de seus filhos desempregados, com mais de 70 anos, não deve ser exemplo tão discrepante da realidade de tantos outros. Será que o telefone que não funciona cabe no poema? 



A sonatina, os sonhos, os sonetos de amor, a inflação, a deflação após anos, a inversão, a invasão, o in(verso), a sonegação, a corrupção, então, cabem? Os custos de mantermos políticos e políticas (ou a falta de), os preços da carne, do feijão, do pão, da insuficiência de investimentos em áreas essenciais e da falta de óleo de peroba na cara de grande parte dos representantes brasileiros... Cabem no poema? Ou será que cabe apenas o pão Low Carb e a dieta sem lactose que permeia aquelas pessoas fit, mas com moderação?! Postergar a compra do supérfluo, de tantas flores e enfeites é, possivelmente, algo inexistente na vida de tantos cidadãos, cujo dia-a-dia, possivelmente, viu-se nem tão florido ao longo de anos. Será que a orquídea e o lírio caberiam no poema dessas pessoas ou só na passagem de alguns? Será que flor é permitido onde falta gás e saúde? 




Apenas na paisagem do jardim da esquina caberia o Girassol da cor de tantos outros cabelos que não os meus? O funcionário público cabe no poema, ao lado das investigações e dos velhos problemas da política brasileira, dignos de roteiros de novela? Cabe a falta de verba das universidades brasileiras? Cabendo ou não, alivia pensar que o tempo atenua expectativas nem tão bem depositadas, até que aprendamos a colocar um pouco menos naquilo que mais desejamos. 

Ao esperar menos, sorrimos mais e o que vem é, então, lucro. Neste pequeno intervalo entre açaí, chai e torta de chocolate meio amargo com o querido, no inesperado encontro, trocamos palavras divertidas e filosofamos "a la conversas de botequim". 




Ao chegar em casa, já na minha própria companhia e na valiosa solidão, entre chás, canções, curtas conversas telefônicas, taças de vinho, textos finalizados e a concluir, contextos repensados, possibilidades esquecidas, pretéritos, pretextos, poesia, deparei-me com a mente na minha própria “filosofia existencial”.  

O que vale, dentre as respostas que buscamos, das que temos do que somos, do antigo que, em parte levamos adiante, em parte, ao passado pertence? O que decidimos manter, entre um instante e outro, nem tão perto que se invada, nem tão longe que se faça ausente? O que, de fato, mantemos da parte que pretendemos manter, num ambiente nem tão frio como a temperatura no inverno, ainda que brasileiro, nem tão quente a ponto de queimar?!




O que desejamos que permaneça aquecido no nosso espelho, o que permitimos que fique congelado no passado, na porta do congelador da geladeira que já nem é tão nova mais? O que colorimos e colocamos no nosso precioso baú de forma nem tão colorida, ora em sépia, ora preto, ora branco, ora em P&B? O que reparamos no espelho, dos quais podemos não buscar tanto, nem tão pouco, numa relatividade intraduzível, por vezes. 



O que importa dos tão corridos dias, das concorridas profissões, das promessas alheias que até podem, mas não devem permanecer? Das outras pessoas, da retidão, da retração, da revelação, dos velhos retratos, dos reflexos incertos, dos conselhos e consensos, dos incensos, das diferentes visões, das vocações, da retina, da rotina, da nossa, da do outro que afeta a nossa, do que fazemos dela, do que conseguimos levar do que não é essencial? 



Será que basta não desejarmos ao outro o que não queremos para nós? Ou não esperar do outro o que desejamos para nós, que faça nossa parte ou que aja como faríamos!?!? 

Basta não cobramos do outro o que não oferecemos, basta nos aceitarmos do modo que somos, ou do que temos consciência do que buscamos? 






O que importa dos nossos quereres, do que vemos ao apreciar o mar, do somar alheio, das gotas, dos gostos e desgostos, das contas, da contabilidade, da economia, da matemática, das compras, dos encontros, dos descontos, dos desencontros, do que somos, do fizeram de nós, ou apenas tentaram, e permitimos?!!? 





Quanto do que falamos condiz com o que realmente procuramos e qual é a essência do que queremos no oceano de palavras que trocamos diária e desnecessariamente, por vezes? O que vale no interior do oceano que construímos, através das profundezas da alma? O que vale do que deixamos que buscassem para nós, ou do que aceitamos do outro, ou do que conseguimos lidar melhor conosco e enxergamos como nosso?! O que importa deste pequeno tudo isso que ora parece tão grande, ora tão ínfimo, ora tão distante, ora tão íntimo, ora com menos tão isto ou tão aquilo? Eu prefiro, entre objetos de arte, entre leilões diversos, o da Cecília, desses infantis em que se pode encontrar cores, borboletas, flores, passarinhos, ovos nos ninhos, lagartos, raios de sol, caracol, formiga, cigarra, fábula, sapo e grilo anunciando esperança.



O que permanece do que não se pode precisar, do que descobrimos como indefinível, do que compreendemos e do que acreditamos compreender? O que tomamos como nossa verdade das palavras alheias, de frases que são do outro e tentamos descrever como nossas, ao atirar flechas precipitadas, ao atirar-nos do precipício, por vezes, sem calcular tanto os riscos, a distância das rochas e a quantidade de elementos que podem nos machucar?! 

Engraçado é pensar sobre as visões que os diferentes outros têm de nós, para as quais a maior cautela é apenas mantermos nossa essência e, para tanto, conhece-la, ama-la, alimenta-la, filtra-la, sempre que necessário. “Você, tão sensata, tão equilibrada", dizem uns; "Você tão maluquinha, no bom sentido da palavra, tão extrovertida, tão inteligente, tão sociável". Oi?



Eu, "tão-cheia-de-maravilhados-predicados”, tão bem-descrita por mim mesma e pelas amigas próximas, por outro lado. A resposta sobre este você mais real, para além de idealizações alheias? Pois bem, encontra-se em blocos de notas, em parte, em chais, ou taças, ou grãos de areia, ou cada gota de vinho já tomada na própria companhia; em concertos e em muita música, em teatro, em algum grau em abraços, e em bem menor grau, em palavras trocadas. E quer saber o que acredito ser fundamental? Além do amor, das canções, dos vocais do Tom, do Toquinho ou do João, é a vida não estar fechada em arquivos e documentos! É tentar enxergar o essencial e aquilo que não deixamos perder com o tempo, o que não matamos no cotidiano e a cada segunda ou terça-feira modorrenta. O que guardamos a sete chaves, seja lá por quanto tempo permanece neste turbilhão do mundo atual.



O que aceitamos que se vá da limitação humana de buscar, por vezes, o sobre-humano? Do tele transporte, já desisti! Somos dois? Lembra-se, amigo aniversariante de hoje, de quando você falava para mim que gostaria deste poder? Ah, quantos instantes  e quantos anos passaram das rosas passadas que você tentou me entregar e que eu nunca consegui receber da mesma forma, receosa de não ser sincera comigo, em primeiro lugar, e com você, em segundo, pois estava mais do que claro que você me amava. Sim, só eu não percebia.  Eu, alguns anos depois, agora e aqui, aqui e agora, um pouco menos “sonsa”, entendo melhor. À época, ainda precisava que me dissessem que Não, você não gostava de War, eu sim e você ia por mim, não pelo jogo de guerra de tabuleiro, mas pela possibilidade de interagirmos ao longo dele. E que Sim, você, que não costumava passar perfume, o fazia para jogar War, pois é, coincidência, correto?! 

O que a paixão não explica? Quem diria que tantos gostos comuns nos uniriam e que, anos depois de termos tantas histórias para contar e de eu já ter sido mote de textos seus, um certo vício inspirador, você estaria contido em um dos escritos meus, ham?! Em outro contexto, porém não menos querido e nosso café ainda sairá, creio, um dia, aquele que nossas agendas se reunirem. Dos concursos, das suas aulas jurídicas para uma então aprendiz de sociologia aplicada, das aulas de francês que iniciamos juntos e continuei sozinha, dos cursos, presenciais ou não, dos discursos; dos pretextos, das pretensões, das estradas, da chave apitando, da correnteza, do rio, da região serrana, da passagem do tempo, das andanças e das mudanças, da falta do nosso amigo, hoje estelar, das caminhadas, da minha bike, a Clarissa, cada vez mais dela, das possibilidades; da coleção de canecas, das tortas de banana com canela, aquela que continua permanecendo nas receitas para adoçar a alma, inclusive neste friozinho de inverno-nem-tão-frio-pois-brasileiro; da chuvinha que muda a sensação térmica, é mantido meu carinho e minha admiração por tudo que vivemos.


Dos Chais, Cappuccinos; da nova coleção de caixas, significados e conceitos; da quebra de preconceitos; das novas construções e desconstruções do mundo de significações a desvendar; da alegria de dar ao novo gato um lar; dos livros que você me deu, de Clarissa de novo, a bike; da bagunça que o felino faz no novo ambiente; na sala, a derrubar porta-retratos e caixinhas recém-instaladas, são mantidas ao menos belas memórias e a sincera amizade.


O que vale dentre brindes, homenagens, passagens, pertences, passeios, trechos, triângulo, teoria, matemática, estatística, número, numerador, denominador, denominar, delimitar, espaço, compasso, valsa, terço, verso, vice-versar-versões, rock, retângulo, isósceles, linhas, suplementares, limites, superiores, suspense, incerteza, risco? O que se mantém nessa vida adulta corrida talvez não tão recheada de chocolate em excesso, mas preenchida por falta de tempo-pra-pausa-do-café, em que talvez falte tempo para sua escrita literária, ou para minhas linhas, suplementares, ligações, lições, leitura, ligadura, luta, deveres, questionários, direitos, esfera, espera, horário, temporário, tempo, ineficácia, inferiores, ponto. 


O que se faz essencial entre teoria, disciplina, matéria, música, claves, chaves, frações, intervenções, incertezas, urbano, humano, figuras, falhas, ditados, dizeres, dicionários, sinais, signos, sinônimos, expressões, espera, chás, comunicação, ação, arte, de(coração), acionar, mar, amar, maré, movimento, métrica, medidas, respostas, tempo? Quanto a um passado não tão antigo, será que existe parte de mim numa terceira margem? Ponho-me a refletir.

O que importa, de fato? Uma trilha sonora da própria vida, “Like no one's watching you”, um turbilhão, um milhão de palavras – centenas, dezenas, unidades ou incontáveis delas – das letras que buscam definir diversas situações, ciclos e circunstâncias ou o amor que se transforma e que permanece, de forma diferente, talvez mais silenciosamente, talvez traduzido pela imagem do seu gatinho esparramado no chão esperando por cafuné?

Ps.: A moment a love;  A dream aloud; A kiss a cry; Our rights; Our wrongs. Ao som de Florence and The Machine.

domingo, 2 de julho de 2017

Pai, eu vi uma libélula: yes, I did... I saw a Dragon-fly.




Pai, eu vi uma libélula no Espelho, outro dia! Ela era linda, como a do livro que me deu de Natal. A li(nda) libélula batia as asas lá, ao lado das panelas e dos panos, ao redor das árvores, dentro de casa, tentando ver o mundo exterior, para além do visível. 







Como o pé-direito é alto, naturalmente, teve dificuldade de sair, mas estava lá, persistente, tentando apreciar a beleza que existe naquele nosso pedacinho de Céu, onde o canto das cigarras prevalece entre bastante silêncio e poucos sons, todos agradáveis, diversos das buzinas da cidade. 



Observei por alguns minutos o bater de asas dela, enquanto as nuvens se moviam, devagarzinho, naquele céu azul-bebê, azulzinho, tão belo em contraste com o roxo-amarelo das quaresmeiras que floresceram nos tempos pós-Carnaval. Ah, também ganhei duas pencas de banana do Marcão e comprei pão do Barrigão para vocês. 
No mais, não vejo a hora de voltar ao Espelho, talvez no seu aniversário, talvez no final de semana anterior. Porque faz bem à alma e lá, a cada reencontro comigo mesma no Espelho, redescubro sempre o que importa, no fundo da ópera, na parte não-vista de cada iceberg que já passou, passa ou passará por nossas vidas: o invisível cheiro de terra molhada pós-chuva, o visível roxo-verde-azul-branco e outros tantos que percebemos e sentimos e admiramos e valorizamos: nariz, olfato, tato, boca, caneca, caneta, canela, paladar. E o amor que deixamos no universo, além daquele que aceitamos receber, sem tanto receio do precipício.










Ps.: "And in the end the Love you take is equal to the love you make".

domingo, 18 de junho de 2017

Tango, Tea no Coffee Shop, Jazz ou um amistoso passeio de bike? #41

Meus dias têm sido assim, compostos por certezas e dúvidas; acentos e acordes; canetas, canela, canecas, chais; bicicleta, bolo, tempo, teclas, taças de vinho, textos, torradas e frutas, na feira da Praça, por vezes. Cada manhã, acordo cada vez mais minha, mas tenho pensado em você nos últimos dias, confesso. Os afazeres cotidianos e as preocupações profissionais distraem qualquer pensamento e fujo de inserir um outro alguém na minha vida neste momento. Amigos e amoras, algumas em condição similar no time dos afazeres, enriquecem as atividades diárias e bem distraem as possibilidades amorosas. 






Sei que é algo passageiro e paliativo, pois amigo é amigo e amor conjugal são outros 500, mas será que pretendo manter meus lábios cor-rubi tão vívidos so close to you? Será também que é isso que você quer? 









Ainda leva algum maço para alimentar algum trago seu que nunca cheguei a ver ou mantem apenas o gosto de vinho na boca? Pelas discussões desnecessárias que travamos, pela possibilidade de eu ter me atrasado tanto ao chegar no Samba, a ponto de não dançar, pelos poucos cartões que escrevi e por apenas uma concha, será que conseguiríamos ser amigos?




Será que pode ser tão mais belo, simples e sensível quanto mais permanecer no passado o que vivemos? Ou será que, juntos, seríamos tão formosos que os sóis e os deuses morreriam de vergonha dos nossos abraços? Sua armadura teria mesmo caído por violetas, em plena orquestra de borboletas? E será que isto permaneceria? 

Meu ser a florescer e o embebecer de um não-etílico olhar, interrompido por pausas, pizza, dança, chai e notas musicais de cada um dos pianos. 






Quisera eu ser mesmo obra vaidosa da natureza ou ver meu ninho de volta [em seus braços talvez?]. Eu, sinfonia, sonata, sonatina, sonetos (risos); você, tango? Eu tango, você valsa? Eu, valsa, você o quê? Vamos deixar claros os com(passos), certo? 


O que importa não é a linguagem permanecer musical? Será mesmo que “a kiss is just a kiss" e “A sigh is just a sigh”? Será que “The fundamental things [STILL] apply As time goes by”? 










Ninguém sabe que domingo é moça. Domingo é canto de passarinho, passeio de bike, cinema, caderno, café, chá, água de coco. 

Lições de inglês, ou de espanhol, talvez? 









Domingo é moça. Pois é... Did I do all that I should?











Ao som de Dave Matthews Band


"Say, my love, I came to you with best intentions. Oh Helena, do you believe That we might last a thousand years?"







Ps.: “Maybe different, but remember Winters warm where you and I Kissing whiskey by the fire With the snow outside. [...] Stay or leave I want you not to go But you should It was good as good goes. Stay or leave I want you not to go But [maybe] you [already] did”

sábado, 27 de maio de 2017

Um ode à felicidade deles e um brinde aos aniversários: happy for him!




Bem, outro dia foi aniversário dele. 

Eu me lembrei, mesmo distante, mesmo sem o facebook, este consumidor de tempo nos modernos tempos. 

Sim, gente, tempo é dinheiro e o facebook pode ser uma ferramenta útil.



Bem, voltando a este ele a quem me refiro, ficou mais experiente nos últimos dias. Mesmo distante, lembrei-me da data. E, quando digo distante, refiro-me a vários sentidos. 

Eu Califórnia, ele Brasil. Aqui e agora, Eu Brasil, ele Califórnia. 



Pensei em escrever este texto exatamente no dia do aniversário dele, para meu próprio registro e dos que aqui acompanham as Aventuras da Clara, de cada uma dessas tantas Claras que há em mim (e em cada uma de nós).



Acontece que escrevo hoje, de fato, pois encontrei a família dele no supermercado pela manhã e não pude evitar o escrito para-além-do-acadêmico


Acontece que esbarrei com familiares dele e, sim, são pessoas maravilhosas, inspiradoras, que foram minha família por um tempo precioso da vida. 




A avó, inclusive, está presente enfeitando meu lar doce lar, entre pratos, pia, fogão, prateleiras, pratarias, panela e, agora, perto das peripécias de Duduzinho, que veio trazer alegria felina ao lar, somar com a sagacidade do bom pet.



Fato é: eu já sabia que havia ali um relacionamento sério, mas não que era algo iminente - "a ponto de" algo como casamento (risos). Então, soube.



E fiquei muito feliz ao saber, inclusive compartilhei a alegria com a querida vovó. Sabe por quê? 


Pois Amor, na minha concepção, é torcer por quem já amamos, pelo bem do outro! 


Amor não é posse, é laço, não é nó, não é obsessão, não é prisão! Amar é acompanhar, não sufocar! 


Amar é saber seguir sozinho, mas - ainda assim - escolher seguir acompanhado. 





Amor é torcida, é reconhecermos o que foi compartilhado, o que aprendemos, enquanto possível, até o momento em que a individualidade de cada um já não faz bem ao outro. 


Acredito ser necessário reconhecer que pessoas admiráveis merecem ser muito amadas por outra, em momentos distintos da vida. 





Por toda a consideração existente no que, no presente, vira história.

Por cada parte linda do que foi possível aprender; por cada parte não tão linda que também trouxe lições; pelo quanto já admiramos a pessoa e pelo que foi mantido de admiração; apenas desejo que seja bastante amado por quem estiver ao lado, onde for, onde estiver.


Desde a amiga de infância que uniu recentemente Vix-Nikiti-Sampa às que se aproximaram agora com maior força em minha vida, sejam elas do ensino médio ou da graduação;

Desde o meu primeiro beijo ao ex-namorado mais recente, em minha caixa de memorias, enriquecida com o tempo, tenho preservado o bem, mantido o Essencial e, claro, o Recíproco. 

Tenho amigas que já foram casadas por anos e separaram; conhecidas que eram noivas e desfizeram. Conheço pessoas que casaram por pressão social; ou que fizeram grande festa e não mantiveram a união por um ano.


Bem, cada um com sua trajetória amorosa e, seja qual for a história ou o motivo da união, que o amor faça bem, que seja entendido como Coroa e Aceito quando Crucifixo, pois exige abdicação sim, um ceder mútuo. 
Sim, o amor tem alguns espinhos, o cotidiano desgasta, naturalmente. Se o amor fosse um mar de flores, é como se tivessem alguns espinhos nas flores sobre ele - ou algumas pedras - mas podem ser tirados ao longo da existência do casal, com compreensão e reciprocidade. O iceberg não é só a ponta, o aparentemente percebido; nem o Amor.





Voltando ao fato que me pôs a escrever este texto - o encontro no supermercado - como foi bom ter expressado minha alegria por ele e por cada um deles. Como delineamento do que escolho para meu profissional, na eterna busca por sabedoria, coloquei, hoje, pessoalmente a importância que aquela família teve para mim.    


Registrei, inclusive, com um grande e carinhoso abraço (aliás, mais de um) na avó dele. Pois, se eu não o fizesse, não seria eu, Clara.

Tão querida a avó e tão sincera reciprocidade entre nós duas, percebi que ela tentava esconder, sem êxito, um certo “pena que vocês não deram certo”. Então, fortalecida pelas próprias palavras da vovó sobre o sentimento da companheira dele, apenas reiterei o quanto torço pela felicidade amorosa dele, ao lado da futura mulher; o quanto torço por cada um deles, o quanto admiro cada um deles, sobretudo aqueles com quem convivi mais de perto, o quanto cresci pessoalmente pela convivência com eles, o quanto desejo que uma mulher linda esteja ao lado dele construindo a vida dela ao lado da dele, lembrando diariamente o quanto ele é especial. 


Eu, Clara, não ousaria falar um A dela sem conhecê-la. Aprendi, por experiência própria, ao longo da vida e a partir de pessoas desconhecidas, a Não fazer com o outro o que não desejo para mim. 


Bem, se alguém me perguntasse algo sobre isso, só palavras boas sairiam da minha boca, pois - se ele a escolheu - deve ser linda e torço verdadeiramente, para além do que palavras registram. 


No mais, meu aniversário se aproxima e Sou esta própria mulher a me lembrar disso, além da família e das grandes amigas, claro, estas até dão uma exagerada pelos respectivos vieses amistosos. Ah, sim, pretendo me casar, claro! 

Quando perguntam "mas você não quer se casar"?, digo: claro que sim, claro que quero arriscar um dia minhas mãos, minha fé, meu nome e os dos meus futuros filhos nesta loucura que é o casamento (risos). Mas, por ora, o profissional fala mais alto e DuduCat já tem monopolizado meu tempo ao lado dos papéis. 

Enquanto isso, caso um primo, caso dois primos, caso a amiga de infância e vou casando os outros. Vou observando ex casar e fico realmente muito feliz por cada pessoa. Quando têm filhos, ainda melhor (risos), pois posso passear com eles e ser a Tia Clarinha. Não, não abrirei mão da maternidade, por homem Algum, só não chegou minha hora ainda. E espero pacientemente por cada lindeza que virá quando Deus quiser.


Ah, sim, voltando ao ele do texto, fez parte importante na construção desta menina-mulher, sou grata por ele ter me mostrado, à época, por escritos e outros tantos, o quão fantásticos são alguns aspectos em mim mesma. 

Sou grata pelo quanto aprendi a partir do que ele é, inclusive pelo que aprendi após nosso término, por perceber o que posso ainda mudar em mim, sempre a evoluir, mantendo a Essência característica da Clara. E assim, grata e alegre, findo torcendo para que ele possa fazer na vida de outra o que fez por mim – e também o quanto puder ir muito além disso. 


Um brinde, pois, aos encontros e desencontros da vida, ao amor genuíno, com carinho e admiração. E um “Ode à felicidade” de cada uma de nós, ou melhor, de cada um de nós.